Em depoimento encaminhado à reportagem, a estudante contou que o episódio teria ocorrido durante o intervalo das aulas, no dia seguinte ao feriado.
“Eu entrei em uma sala que sabia que ele estaria só para cumprimentá-lo. Nisso, ele se levantou e me abraçou. Como não tinha ninguém na sala, ele aproveitou para passar a mão no meu corpo e me prendeu contra ele. Depois começou a fazer um movimento de vai e vem com a cintura, simulando o ato”, relatou a jovem.
A estudante afirmou que não conseguiu contar o ocorrido imediatamente por medo e que, depois, decidiu procurar as autoridades e comunicar a direção da unidade. “Consegui fazer um boletim de ocorrência e contar para a direção da Etec. Por enquanto, eles encaminharam para o Centro Paula Souza e estão esperando uma resposta”, disse.
No boletim, consta que a estudante relatou à Polícia Civil ter sofrido assédio por parte do professor. O nome do docente será preservado nesta reportagem enquanto o caso permanece em fase de apuração.
Segundo relatos encaminhados ao Foco em Ribeirão Pires, esta não seria a primeira acusação envolvendo o mesmo professor. Há informações sobre outros supostos episódios envolvendo adolescentes de 14, 15 e 16 anos. Até o momento, porém, esses relatos não foram confirmados de forma independente pela reportagem.
A Polícia Civil ressalta no documento que os fatos foram narrados pela declarante e que a classificação jurídica é provisória e preliminar, podendo ser alterada após investigação.
A reportagem busca posicionamento oficial da Etec Professora Maria Cristina Medeiros e do Centro Paula Souza sobre quais providências administrativas serão adotadas diante da denúncia.
O registro de um boletim de ocorrência não representa condenação ou comprovação definitiva dos fatos. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes. O espaço permanece aberto para manifestação do professor, da Etec Professora Maria Cristina Medeiros e do Centro Paula Souza.
Veja a nota completa da instiuição:
O Centro Paula Souza (CPS) informa que o professor está afastado de suas atividades até a conclusão da apuração preliminar do caso. O CPS está à disposição das autoridades policiais e reforça que repudia toda e qualquer forma de assédio dentro e fora de suas unidades. Para conscientizar a comunidade acadêmica e seus funcionários sobre respeito irrestrito aos direitos civis, o CPS mantém a Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual voltada à capacitação dos profissionais.

